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Dia 3 – Tailândia – Bate e volta Bangkok/Phetchaburi

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Tivemos que acordar bem cedo pois às 7 horas da manha o motorista contratado estaria no apartamento para nos pegar. O carro bem confortável e o motora não falava uma palavra em inglês. A viagem até o Wildlife Friends Foundation Thailand, dura cerca de 2 horas e meia.
Para reservar com eles, basta acessar o site (https://www.wfft.org/) e preencher um formulário. Eles mandam email de confirmação e pedem também que se pague uma parte adiantado via paypal. Agendamos a visita e também o transporte particular. Chegamos a ver como ir de transporte publico mas nos pareceu complicado e demorado com pouca diferença de economia.
No caminho, ja fora de Bangkok, vimos alguns monumentos de buda e também templos de monges.
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As placas dos estabelecimentos ja todas apenas em tailandês o que nos provoca uma sensação de analfabetismo curiosa.
Chegando no santuário, fomos muito bem recebidos por uma voluntária que logo nos acomodou junto às outras pessoas que estavam lá para fazer a visita do dia inteiro.
Feita a apresentação inicial, ela nos guiou pela propriedade e logo de cara demos bananas a uma elefante que fica sozinha próximo às instalações.
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Boonmee é uma senhora de 60 anos aproximadamente que foi resgatada da indústria do turismo, onde os elefantes são explorados com cadeiras nas suas costas levando gente o dia inteiro. Descobrimos que ao contrário do que se possa pensar, a musculatura desses animais não é feita para suportar peso. E Boonmee tinha suas marcas. Seu dorso literalmente afundado, cega de um olho por chicotadas, fora as cicatrizes dos diversos ferimentos que sofreu com o tempo.
Elefantes são animais selvagens. O processo de domesticação é cruel e traumatizante para esses bichos. Alem do mais, quando não suportam mais o fardo de carregar pessoas eles são simplesmente deixados para morrer privados de alimentação. Aí que entra o trabalho de fundações como a qual visitamos. É muito pouco o que conseguem fazer em termos de resgate, mas é valido e digno para os animais que tem a sorte de serem acolhidos e bem tratados até seus últimos dias.

Alem de elefantes lá há outros tipos de animais, incluindo macacos, ursos e algumas aves. Todos resgatados e com alguma historia de aprisionamento, maus tratos ou simplesmente abandono como o caso de alguns macacos que eram criados em apartamento como animais de estimação.

Depois do tour para conhecer todos os bichos em uma caminhada de mais ou menos uma hora e meia, tivemos pausa pro almoço (há opção vegana)  que estava muito bom por sinal.
Apos a refeição, é chegada a hora de levar um dos elefantes para a caminhada diária e também banha-lo. Nós ficamos com a Boonmeee e o jeito de encoraja-los a caminhar é com um baldinho de frutas. Damos a fruta na tromba dela e ela mesma leva a fruta até a boca. Experiencia unica e emocionante. Caminhar junto a tao enorme e pesado animal e ao mesmo tempo senti-lo puxar a fruta da sua mão com delicadeza é indescritível.
Feita a caminhada, nos revezamos para esfregar ela com água e vassoura e assim ajudar a manter sua pele limpa mesmo que por pouco tempo. Para os elefantes, o banho de poeira que eles mesmo dão em si é importante para manter a saúde da pele pois a sujeira funciona como um filtro solar e evita queimaduras de sol no seu dorso.
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Logo apos essa especial interação, nós fomos de caminhonete conhecer os demais elefantes da propriedade, no total são 18 destes animais e ficamos sabendo da historia de cada um. É bem emocionante. Um deles conseguiu resgate ainda jovem e foi poupado do processo de domesticação. Este vive com sua mãe adotiva em uma área com isolamento mais reforçado pois costuma atirar pedras e paus nas pessoas com sua tromba. Alem de ter destruído toda a vegetação em volta. Para este, jogam comida de longe pois ele realmente oferece perigo.
Saímos de lá contentes com a quantidade de informação que recebemos e felizes em ver que investimos nosso dinheiro em iniciativa que de fato se preocupa com o bem estar dos animais. Por toda a Tailândia oferecem passeios em cima de elefantes. Nós optamos em não apoiar este tipo de ação. Conhecer o Wildlife Friends Foundation Thailand reforçou mais ainda nossa opinião.
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Ao final do passeio, nosso motorista nos levou de volta para Bangkok. O trânsito estava terrivelmente intenso.  Pedimos via google tradutor para ficar na região dos shoppings. Entramos no MBK e por lá jantamos. Esse shopping é grande e cada andar é um tema (roupas, coisas de casa, eletrônicos, etc.).
O esquema da praça de alimentação é curioso. Pega-se um cartão recarregável em uma cabine e lá mesmo carrega com o valor que vai precisar. Nos restaurantes ou quiosques, só passar esse cartão para pagar. Para nossa alegria, encontramos um quiosque só de comida vegetariana. Pedimos 3 pratos e deu em torno de 20 reais. Estava tudo muito bom e bem apimentado. Adoramos!
O shopping fecha as 22:00 mas as 21:00 já iniciam o movimento de fechar. Saímos de lá para pegar um táxi até o apartamento para descansar pois no dia seguinte, logo cedo, tínhamos um voo para Krabi.
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