Fogaças in the world!

União regada a viagens e novas experiências

5 noites em Havana

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DIA 01

A nossa chegada em Havana (01/08/2015) se deu no horário noturno, o que nos fez crer que não é o melhor horário para se chegar àquele aeroporto. Os funcionários todos mau humorados, não havia muita informação sobre onde se deveria pegar as malas e na saída é um tumulto de gente com plaquinhas na mão aguardando os turistas. Achávamos inclusive que haveria alguém esperando por nos, pois foi o que combinamos com o dono do apartamento onde iriamos nos hospedar. Após um tempo de busca, desistimos e partimos para ir trocar nosso dinheiro. Uma fila gigante e um calor de derreter. Por conta do horário, não havia lojinha aberta para comprarmos cartão telefônico ou algo similar para podermos ligar pro dono do apartamento. Nesse momento, uma moça do aeroporto oferece seu celular (sim, eles tem celular) para que pudéssemos efetuar uma ligação e resolvermos de uma vez por todas o nosso problema de transporte DESDE que pagássemos 5 CUCs à ela por isso. 5 CUCS = 5 dólares! Paciência, né?

Após descobrirmos que ninguém iria nos buscar, pegamos um táxi por ali mesmo e pedimos que nos levasse para o endereço do apartamento onde os donos estariam nos esperando. No trajeto, a cidade parecia estar deserta, mal se via outros carros nas ruas e a iluminação não era das melhores. Se puder escolher o horário para chegar em Havana, definitivamente não escolha a noite. A impressão não é das melhores, nos causou uma sensação de insegurança, que só não foi real porque sabíamos que lá é seguro e as chances de enfrentarmos qualquer problema eram mínimas.

Ao chegarmos no prédio, que por sinal ficava em uma rua estranha, e sua aparência externa não era das melhores, fomos recebidos por Michel e seu companheiro que por sua vez nos pediram mil desculpas pelo mal entendido do transporte. Subimos em um elevador antigão e chegamos no apartamento que, contrastando com o cenário todo, era uma graça, totalmente reformado e aconchegante (fotos aqui).

DIA 02

Neste dia, um domingo, tomamos um belo café da manha preparado pelos próprios donos do apê que capricham em cada detalhe. Frutas frescas, suco de fruta natural, geleia, iogurte e bolo que eles mesmos fazem, pães quentinhos e ovos mexidos. Muito acolhedor. Para se desculparem sobre o episódio do aeroporto, não cobraram a taxa do café da manha desse dia. Achamos muito atencioso da parte deles.

A pé, fomos explorar os arredores, estávamos no bairro Vedado, bem próximo ao Hotel Nacional de Cuba, um hotel  histórico luxuoso que fica em frente ao Malecón (orla de Havana). A área comum do hotel é aberta a visitantes e fomos lá comprar um mapa da cidade e conferir um mojito em seu belo jardim. O local é muito agradável e se tornou nosso ponto de relax por algumas vezes durante nossas 5 noites de hospedagem em “La Habana”.

Dali, partimos para Havana Vieja até um Paladar (pequenos restaurantes, de iniciativa privada, apoiados pelo governo) que nos indicaram, mas o mesmo funcionava à base de reservas e não havia lugar para nós naquele momento. Reservamos para o dia seguinte e nos aventuramos em um outro, próximo à este,  em que o dono praticamente nos pegou pelo braço e nos levou até lá.

O lugar era uma portinha, na própria casa do cara, com umas 6 mesas no máximo na parte de dentro. O banheiro do lugar era o mesmo banheiro da família e dava para ver as escovas de dentes das pessoas. Pitoresco. A comida veio sem tempero (o que descobrimos depois ser super comum em Cuba) e os drinks e cervejas estavam ok. Lá para as tantas, entra uma dupla tocando musica cubana e o ambiente vira uma barulheira só. No fim foi divertido, exceto por uma taxa inventada que quiseram nos empurrar no final e quando questionados, tiraram rapidinho. Espertinhos esses cubanos…mas nós, brasileiros, somos PHD. rs

 

Partimos então, a pé mesmo, para o museo de La Revolucion. É um museu não muito bem cuidado, e também não muito atraente sob o meu ponto de vista. Lógico que se você for louco pela historia de Cuba, vai encontrar muita coisa por lá. Porem, saiba também, que vai passar um calor do cão. Aliás, calor é um tema importante. Vá preparado para enfrenta-lo. Andar pelo centro é desafiador, leve protetor, roupas leves, chapéu, calcado confortável e esteja pronto para suar às bicas. Rs

Na sequencia fomos até a Calle Obispo dar uma sondada na região, vimos o tão falado bar La Floridita, tentamos entrar para conhecer ,mas estava lotado, com as portas fechadas por conta do ar-condicionado e um cheiro insuportável de cigarro lá dentro. Foi por o pé e sair, apenas.

Continuando nessa Obispo, há outras opções mais interessantes de bar típico cubano. Achamos um com um espaço arejado e havia uma banda se apresentando e divulgando o trabalho deles. Momento muito agradável para refrescar-se e ouvir musica local.

Exploramos os arredores nas ruas “não-turísticas” e nos deparamos com moradias estilo cortiço, calcadas quebradas que dificultavam o transito de pedestres e também carros e ainda um mau cheiro de algo que parecia ser esgoto a céu aberto.

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Durante o dia, por inúmeras vezes, fomos abordados por pessoas que pediam dinheiro ou uma ajuda. Não eram diretos, sempre contavam uma história comprida junto, a fim de receber alguma coisa em troca. Para estes, os chamados Jineteros, não costumávamos dar muita bola. Para outros, se achássemos que devíamos, dávamos uns dos sabonetes que levamos para distribuir. Produto de higiene pessoal é algo valioso em Cuba. Inclusive, é bom levar o seu papel higiênico consigo, pois muitos lugares simplesmente podem não fornece-lo. Já em outros, em restaurantes, por exemplo, fica uma pessoa na porta distribuindo e “controlando” o papel que vai usar e depois se deve dar uma gorjeta a essa pessoa.

À noite, depois de muita andança e o principio de uma forte chuva, fomos a uma outra indicação para jantar. O lugar oferece comida italiana e chama-se 5 Esquinas (https://alamesacuba.com/es/la-habana/restaurant/5-esquinas-trattoria/). Agradável, comida boa e preços justos.

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DIA 03

Mais um dia em Havana Vieja, e dessa vez, almoçamos no local que havíamos reservado no dia anterior. O Paladar dona Eutimia é bem profissional apesar de ser enquadrado na categoria de Paladar (https://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g147271-d2182294-Reviews-Dona_Eutimia-Havana_Cuba.html).

Após almoço, resolvemos pegar o ônibus de turistas no parque central e fizemos um tour pelo Malecón, praça da revolução, Miramar e depois por haver vários pontos de parada, optamos pelo próximo de onde estávamos hospedados.

Tomamos sorvete na sorveteria Copellia (só vale para descobrir a fila gigante para quem compra com pesos cubanos e o quiosque quase vazio para turistas que compram com CUC’s) e compramos um cartão de internet na rua 23 que te dá acesso ao WIFI fornecido pelo governo em algumas ruas especificas e isso era super novidade no país, tinha sido “inaugurado” há 02 meses apenas. Nas ruas, podíamos ver grupos de jovens com seus tablets e smartphones conectados. Já outros, em videoconferência com pessoas/parentes que moram em outros países. Um marco e movimento muito interessantes de se observar num país em que a comunicação era inacessível até pouco tempo atrás.

Mais um pitt stop no Hotel Nacional onde conhecemos um espanhol solitário que nos contou histórias engraçadas sobre suas aventuras em Cuba.

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Para o jantar, um restaurante em um bairro residencial que possui comida muito boa. O lugar se chama Starbien e tem uma vizinhança muito agradável (https://www.tripadvisor.es/Restaurant_Review-g147271-d3700427-Reviews-Starbien-Havana_Cuba.html).

DIA 04

Reservamos este dia para o bate-volta em Vinales com o nosso taxista contratado, o Daniel. Super indicamos viajar com ele, motorista prudente e pessoa educada.

No passeio, é possível visitar uma fabrica de rum (nada demais) e uma fabrica de charutos (interessante), além de apreciar a vista da região. Almoçamos em um lugar com essa vista, e após, fomos a um lugar chamado caverna do índio que era bem pega-turista. Mesmo assim, cumprimos o protocolo e pagamos para ver. Haha

FABRICA DE RUM:

VINALES:

 

De volta a Havana, fomos direto ao Castillo El Moro conferir o pôr-do-sol e também conhecer o “Canhonaço”. Lá dentro tem uma pizzaria, a pizza era ruim, porem comestível. A vista desde a fortaleza é muito bonita e de lá se pode ver Havana em grande extensão do outro lado. Quanto ao evento, consiste na representação de um costume da época colonial, em que o porto era fechado para impedir a entrada ou saída de qualquer embarcação. O aviso sobre esta ação era feito por meio do tiro de um canhão. Com atores vestidos a caráter, eles fazem um teatro do que seria esse costume, culminando em um único tiro real de canhão. Na saída, há inúmeros artesões e artistas vendendo seus produtos. Na ocasião, conhecemos Alberto, um artista com belas esculturas em madeira. Pegamos seu cartão de visitas e nos comprometemos a conhecer seu ateliê no dia seguinte.

DIA 05

Ultimo dia antes de seguirmos viagem, estávamos de boa, sem muita obrigação de conhecer pontos turísticos. Pegamos um taxi até o Capitólio e de lá passeamos no entorno e procuramos o endereço do Alberto. Ao encontrarmos o Alberto, este se lembrou de nós da noite anterior e nos mostrou seu ateliê e peças. Encantamos-nos com seu trabalho e acabamos que compramos algumas esculturas dele.

Para o almoço, escolhemos um local aleatoriamente e passeamos também próximo à Plaza Vieja, onde há uma cervejaria que vende uns espetinhos servidos de maneira diferente. Ali estacionamos e ficamos ouvindo a musica ao vivo no nosso ultimo dia em Havana.

Para o dia seguinte, viagem previamente agendada com o táxi do Daniel para a cidade de Trinidad, mas essa é uma história que ficará para um próximo Post…

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