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Planejando uma viagem desempacotada à Cuba

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Pensar em viajar a Cuba é também pensar em não contar com muitas das ferramentas disponíveis na internet que costumam nos auxiliar e dar mais segurança na hora de fazer reservas ou colher informações.

Foi um dos planejamentos mais difíceis que fizemos por não haver muito sobre o assunto na rede e sites como booking ou realizar reservas com cartão de crédito , para a maioria dos serviços, ser algo fora de cogitação.

A principio, bateu aquele sentimento de que deveríamos nos render a uma operadora de turismo, mas depois de ler tudo o que há disponível em termos de blogs e alguma coisa também em inglês chegamos ao caminho das pedras e pegamos o jeitão da coisa.

A palavra de ordem é: desencane. Você NÃO irá ter tudo certinho nem ter a certeza de que as coisas irão sair 100% como planejado. Portanto, se for alguém neurótico por controle, desista de ir por conta. É sério. Saber lidar com imprevistos e ser desenrolado ou falar bem o espanhol (para contornar os imprevistos) são requisitos importantes para ir a ilha do Fidel de maneira independente.

Quanto ao roteiro, foi difícil chegar a um resultado. A vontade que dá é a de alugar um carro e explorar a ilha de ponta a ponta, mas tínhamos apenas 15 dias e também a necessidade de ficar um tempo quieto para descansar. Afinal, férias TAMBÉM serve para isso. 🙂

No processo de planejamento no roteiro havíamos dito em conhecer havana + alguma cidade mais interiorana e algum Cayo. Pensamos em não incluir Varadero no roteiro, por ser mega turístico e provavelmente não muito interessante, mas no fim incluímos pra não dizer que não conhecemos.

Quanto ao Cayo, a escolha foi também difícil. De tudo que eu havia lido, cheguei a pensar que Cayo Largo del Sur seria a melhor (e mais linda) opção. O problema (e que problema!) é que o acesso ao bendito é somente por avião. Tentei reservar de todo jeito avião e hotel lá, mas nada me dava segurança. A operadora de turismo cubana que estava me assistenciando (Cubatur) me dizia que não podia fazer reserva com antecedência e ainda havia a possibilidade de não ter voos, etc. Nosso plano era deixar o Cayo pro final da viagem e isso iria arriscar muito perder nosso voo de volta pro Brasil. Resultado: Cayo Largo del Sur, abortado.

Vejam um trecho de um e-mail que recebi deles:

“En estos momentos hay una nueva restructuración con la empresa
encargada de los vuelos, por lo que puede haber variación en los
precios y  les aconsejo contactarme para la reserva con
aproximadamente 10 días de antelación para poder verificar si se
encuentran saliendo los vuelos”.

Sem chance, né? 😐

No fim, o roteiro ficou assim: Havana – Trinidad – Varadero – Cayo Santa Maria – Havana.

Sim, se pegar o mapa, não tem logica alguma. Mas temos uma regra que criamos nas ultimas viagens, deixar o melhor e mais relaxante pro final. Assim, dá pra renovar energia e não voltar mais cansado do que saímos.

Quanto aos locais de hospedagem, optamos por um pouco de cada coisa: apartamento, casa particular e hotel. Não vou descrever a odisseia da busca, mas vamos aos achados:

HAVANA – Optamos por alugar um apartamento já que estávamos em quatro pessoas. Nesse apê, tem dois quartos, mas eles também alugam apenas 01 com a possibilidade de dividir a área comum com outra pessoa que alugue o segundo quarto. Os donos (que moram no apto da frente) são mega atenciosos e o apartamento + café da manhã são fora de série para os padrões Cuba. Vale a pena pagar um pouco a mais nessa hospedagem.

Para garantir a reserva, tem que se comunicar com o pessoal (os contatos estão no site) e se tiverem disponibilidade nas suas datas, você deve pagar o equivalente a uma diária adiantado pelo paypal.

Ficamos no Infanta: http://www.myproudhavana.com/

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O prédio por fora é bem estilo Cuba mesmo (tudo com cara de que vai desmoronar) mas dentro, surpreenda-se com este apartamento reformado em estilo europeu. Super recomendamos.

TRINIDAD – Aqui decidimos por uma casa particular. Escolhemos uma baseada nas avaliações do Tripadvisor. Em termos de acomodações, tá dentro do padrão das casas particulares de Cuba em Geral. Os quartos são simples e possuem ar-condicionado. Os proprietários (Titi e Lisdey), um jovem casal de médicos, lhe oferecerão sua hospitalidade, juntamente com o Osvaldo (filho de Titi) que lá também reside.

Para nós foi uma experiência única. Tivemos a oportunidade de conversar muito durante o jantar e adentrar um pouco na realidade deles. Recomendamos esta casa, certamente serão bem recebidos por esta família.

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Para reservar, devem enviar e-mail questionando sobre as datas (lembre-se que lá a internet não é algo tão popular, então demora um dia ou mais para responderem). Uma vez reservado, é só aparecer na data marcada. Para este caso, a reserva é na base da palavra mesmo. Só nos pediram para ligar um dia antes confirmando. Fizemos isto antes de sair de Havana.

Casa Dr. Alexis y Dra. Lisdey: http://www.tripadvisor.com.br/Hotel_Review-g285731-d6819178-Reviews-Hostal_Dr_Alexis_Martinez_Alcantara_y_Dra_Lisdey-Trinidad_Sancti_Spiritus_Province_Cub.html

Site: http://www.hostaldralexis.com/

E-mails para contato: 43titi@gmail.com ou lisdey.ssp@infomed.sld.cu

VARADERO – Aqui também pegamos casa particular, mas propositalmente escolhemos algo mais “comercial”, estilo pousada mesmo. É tanto que os quartos para alugar ficam no jardim e não se tem muito contato com o pessoal da família.

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Super perto da praia e longe da região dos resorts. A escolha foi intencional. Não queríamos ficar presos em hotel para podermos explorar melhor a cidade. Tudo OK, exceto pela insistência do dono de uma das casas (são duas famílias que compartem o mesmo terreno) para que fizéssemos mais uma refeição lá além do café da manha. Aconselhamos comer pela cidade mesmo, há opções de restaurantes e barzinhos legais.

Brother’s House:

http://www.tripadvisor.com.br/Hotel_Review-g147275-d7109779-Reviews-Brothers_House_B_B-Varadero_Matanzas_Province_Cuba.html

Se procurar no Face, também encontram mais informações sobre esta casa.

CAYO SANTA MARIA – Para este Cayo, não tem escapatória. Há de ser resort all inclusive mesmo. O esquema é reservar pelo site do Meliã com cartão de crédito e, pessoalmente, no check in, eles passam o seu cartão de fato. Optamos pelo Meliá Las Dunas. Depois de ler mil opiniões no Trip Advisor, chegamos a conclusão que seria o melhor custo-beneficio. A praia desse lugar é um paraíso na terra e vale a pena conhecer a Cuba dos turistas adeptos ao tudo incluso e descansar também, pois ninguém é de ferro.

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Basta acessar www.melia.com e procurar por Cuba, Cayo Santa Maria.

TRASLADOS – Para todos os deslocamentos nós fomos de táxi, dando aquela chorada no preço  sempre que possível. Como éramos em quatro, compensava. Mas tudo resolvido em cima da hora, acertando um dia antes de viajar entre uma cidade e outra. Nesse quesito, é difícil contar com reservas. Há táxis novíssimos (carros do governo) e táxis dos anos 50. Por segurança, procurávamos viajar sempre em carro mais novos.

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Há opção também de ônibus (www.viazul.com), mas como não utilizamos em nenhum dia, não há como opinar. A única vez que pegamos um ônibus foi um de turismo entre o Cayo e Havana. Arrependemos-nos amargamente. Demorou uma vida. Além de ser demorado mesmo, demos o azar deles atrasarem por haver quebrado um dos ônibus, atrapalhando um pouco (bastante) a noite anterior à viagem de volta.

Em próximos posts, um pouco do que ver e fazer em cada destino acima citado. Até lá! 😉

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17 pensamentos sobre “Planejando uma viagem desempacotada à Cuba

  1. Pingback: Planejando uma viagem desempacotada à Cuba | Fogaças in the world!

  2. Viagem pra fazer com a mente aberta né! Mas creio que foi cheia de aprendizados pra vida inteira.

  3. Pingback: 5 noites em Havana | Fogaças in the world!

  4. Olá Anne, estou pesquisando sobre esse destino (Cuba) e realmente está bem confuso. Pretendo ir em Julho/17 com meu marido e minha filha de 1 ano e meio. Gostamos de lugares inusitados e acho que Cuba seria excelente! Gostaria de saber mais sobre valores e se realmente Varadero vale a pena. Penso em ficar 10 dias entre Havana e algum Cayo. Se puder me envie por e-mail. Abraços

  5. Olá! Muito obrigado pelo post! Vamos a Cuba em Janeiro/17, entre 4 pessoas, assim como vocês foram, e estamos com as mesmas dificuldades para planejar o roteiro! Pergunta: como vocês foram de Varadero a Cayo Santa María? No Google não há possibilidade de chegar até lá, apenas de avião, mas pelo que entendi no post, vocês foram de taxi? É isso mesmo? É possível?
    Abraço!

    • Olá Diego, é possível ir de carro sim. Ao Cayo Santa Maria, que foi o que fomos. Lá, foi construido um acesso por terra, mas também vi um aeroporto na entrada, porem, nao sei te dizer maiores informações sobre ele. Nós contratamos um “táxi” que nos levou. Acho que o Cayo ao qual se refere, é o Cayo Largo. Esse sim o acesso é apenas por aeronave. Espero ter lhe respondido.

  6. Pingback: Varadero – 03 noites | Fogaças in the world!

  7. Adorei o relato! Estou começando a pesquisar sobre Cuba.
    Este ano a única época que poderemos ir seria de 24/12 a 31/12. Você acha que essa data é boa para uma viagem a Cuba?
    Muito obrigada!
    Marcela

    • Oi Marcela! Obrigada pelo retorno! Só pude responder agora, pois estavamos em viagem!
      Olha, dezembro é uma boa época sim! O periodo em que podem ocorrrer furacoes e ciclones é de junho a novembro.
      No blog também tem os relatos por cidade, caso nao tenha lido.
      Qualquer dúvida, estamos aqui!
      Abraço!

  8. ola! Vou em julho com a familia (marido + 2 criancas de 6 e 10 anos). Como alugar carro em Cuba e´ caro e uma verdadeira aventura, estou me perguntando se nao seria melhor ir contratando taxi de uma cidade para outra. Pode me dar um ideia dos custos? Meu roteiro parece o seu so que ao contrario – Havana => Varadero => Remedios => Cayo Santa Maria => Trinidad => Playa Giron => Havana. Seriam 6 translados, sendo que o menor daria mais ou menos 1hr de viagem (Remedios => CSM) e o maior quase 4hs (Varadero=> Remedios). O que me diz?

    • Olá Daniela! Por favor cheque este site cubano, lá tem tarifas para varios trajetos. Lembrando que 1CUC = 1dólar e que você deve pensar na bagagem dos passageiros que deverá caber no porta-malas. 🙂
      http://taxicuba.orgfree.com/tarifas.html

      Qualquer outra dúvida, pode perguntar!

      • Não estava pensando em táxis oficiais… vocês não usaram oficiais, certo?

      • A maioria dos táxis que pegamos foram taxis do governo. Em uma das viagens pegamos um não-oficial (era um carro de turismo, alugado pelo rapaz, ele não poderia estar transportando gente, um rolo) e nesse caso foi complicado. O motorista por não estar fazendo coisa certa pegou o pior trajeto e cogitou nos induzir a mentir caso algum policial nos parasse. Mas pode ser que tenha sido azar mesmo. Os carros do pessoal clandestino em geral são bem ruins e por isso, pra pegar estrada, fomos de carro do governo mesmo pois são mais novos. Optamos pela segurança. Pra ter ideia, apareceu um que nem cinto de segurança tinha e recusamos. Esse site que passei é da associação de taxistas particulares, para que tivesse uma ideia de preço (não sei que tipo de carro possuem). Da certo voce, um dia antes da viagem, negociar preço com algum taxista e marcar o horário dele ir buscar. Como disse, preferimos carros mais novos para não passar perrengue na estrada.

      • Valeu pelas dicas. A vantagem de alugar é a liberdade e os carros serem mais novos. Mas vou olhar o site que me indicou sim. Segurança é tudo!

  9. Adorei seu relato. Estou programando uma viagem a Cuba no próximo ano. Gostaria de Fazer Rio x Miami (ficando 2 dias lá na volta) e depois Miami x Cuba. Li em um site que viaje na viagem que Turistas mesmo não americanos não podem viajar de Miami para Cuba sem provar que a viagem tem conotação social. Sabe me dizer alguma coisa a respeito ? Obrigada.

    • Jacelma, agradecemos o contato.
      Então, leia este artigo de agosto de 2016 do New York times: https://www.nytimes.com/2016/08/31/travel/how-to-go-to-cuba-now-jetblue.html?_r=0
      Pelo o que está escrito, voce deve marcar outras opções diferentes de lazer/turismo no formulário de entrada em Cuba caso esteja saindo dos Estados Unidos. No artigo fala que na prática ninguem vai monitorar sua viagem, então parece tranquilo. Parece que a maioria opta pelo motivo “people-to-people” alegando que estarão em contato cultural com o povo cubano.
      Já isto aqui, retirei do lonely planet: “Qualquer pessoa, nao importa o passaporte, voando para cuba desde os EUA estará sujeito às mesmas exigencias.Quando preencher o formulario de viagem rosa que precisa para embarcar deve marcar uma das 12 opções do propósito da viagem. Apenas escolha uma das razões que nao seja turismo. Ninguém irá checar”.

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