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União regada a viagens e novas experiências


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Cartagena de Indias

À primeira vista, Cartagena não é exatamente uma cidade que impressiona por suas praias. Para os padrões brasileiros, o litoral da cidade apresenta-se como sendo de aparência escura, tanto da areia como da água. A parte histórica do local e o centro envolto por uma muralha ganham maior destaque quando o assunto é o turismo local.

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Entretanto, para os amantes de praias com água cristalina e areia clara, existe a possibilidade de se pagar por passeios para conhecer as ilhas do Rosário, que se encontram aproximadamente há 50 minutos (em lancha rápida) de Cartagena. Dentre as ilhas, existem algumas possibilidades. Optamos por uma ilha privada, pertencente a um hotel de onde se pode usufruir das estruturas.

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A ilha chama-se Isla del encanto e como parte do passeio, o almoço está incluído. À parte, para quem desejar, pode-se pagar por um mergulho de snorkel (o barco leva até um outro ponto para realizar a atividade) ou ir até o Aquário onde falam ter show de golfinhos.  Preferimos aproveitar nosso tempo no próprio hotel mesmo, pois pelo que percebemos, quem opta pelos “extras” acaba não tendo muito tempo para aproveitar a praia de fato. Além, claro, de não admirarmos golfinhos que estão em cativeiro. Para passeio de um dia, ir a Isla del encanto está de bom tamanho. O almoço é bem servido e nos ofereceram salada, comidas típicas como peixe, mariscos, arroz de coco, patacones e também uma opção de frango e outra de carne vermelha. O serviço de bar na praia não está incluso no pacote, mas vale a pena pedir um drinque ou suco pois são super bem feitos e bonitos

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Aliás…os drinques e sucos na Colômbia são um caso de amor à parte. Na sua grande maioria, muito bem apresentados e preparados. Copos altos, enfeitados e com frutas naturais. Em geral cobram caro por eles, mas vale super a pena. Destaque para a limonada de coco. Simplesmente deliciosa!

Já na cidade, para aproveitar a praia, pode-se alugar uma barraquinha com espreguiçadeiras e curtir o sol por ali mesmo. A parte inconveniente são as inúmeras e incessantes abordagens dos ambulantes. Irrita muito, mas muuuito no inicio. Alguns grudam igual carrapato na esperança de arrancarem uns pesos. Passam vendendo frutas, ceviche, bebidas, pulseirinhas, massagens, tatuagens de hena, fotografia, roupas, etc etc. São inúmeros mesmo, não se conta 10 segundos sem aparecer um para importunar. Depois de um tempo engatamos o “no, gracias” automático e passam a ser meio invisíveis.

Ficamos hospedados em bocagrande, próximo a praia e comércios. Havia diversificadas opções de restaurantes, lojas, mercado e 2 shoppings (com cinema inclusive) nas redondezas. A região lembra uma cidade de praia mais evoluída, nada de simplicidade ou ar rústico.20150303_164613DSC_0075

Outra região muito procurada para se hospedar é o centro histórico, a poucos minutos de carro de bocagrande. No centro, é possível encontrar uma muralha que protegia a cidade contra piratas na época colonial e arquitetura também desse período. Há lojas com artesanatos, roupas, etc. As ruas são estreitas, com construções coloridas e balcões floridos, há oferta de passeios de carruagem e opções de barzinhos e restaurantes também. Pode-se andar por essas ruas até mais tarde, a informação que tivemos é que não oferecem perigo. No geral, não sentimos insegurança em Cartagena. Alguns colombianos nos falaram pra evitar andar de relógio, etc., mas como bons brasileiros, já somos treinados para essas coisas. Nenhuma novidade nesse sentido.

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Ainda na região da muralha, num ponto mais próximo a praia, há um café que oferece um verdadeiro camarote para apreciar o por do sol. Chama-se cafe del mar e vale a pena conferir, tendo em conta que o serviço do local não é lá dos melhores no horário de pico (por-do-sol).

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Outros pontos turísticos da cidade são o Castelo de San Felipe de Barajas e convento de la popa. Visitamos apenas o primeiro e, apesar do nome, o castelo é na verdade um forte e possui a disposição de tal, com galerias e canhões distribuídos ao longo da construção.

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Em resumo, Cartagena é tida por muitos como uma cidade romântica e especial pelo misto de modernidade e historicidade.  Para nós, além disso, foi um reduto de descanso. Não tínhamos roteiros, fizemos o que dava vontade e em nosso ritmo. Exploramos com os nossos sentidos. Adoramos. Sentar num bar despretensiosamente e observar o movimento de turistas, locais, cães, vendedores e se sentir num filme norte-americano quando retratam a américa do sul (haha), não tem preço. Aos que costumam ouvir as experiências negativas alheias e por isso desistem de determinados destinos, repensem. Cada experiência é única. Essa foi a nossa. 😉

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Segunda chuvosa – Bogotá

Segunda  chuvosa,  resolvemos explorar um pouco mais a zona rosa, região em volta do hotel. Há muitas lojas e restaurantes nas ruas e também alguns centros comerciais.
Fomos ao centro comercial Andino onde almoçamos e pegamos uma sessão de cinema.

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Para o jantar, optamos por conhecer o famoso restaurante/balada Andrés Dc. É um ambiente amplo e com vários andares denominados inferno, terra, céu e purgatório.

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O menu parece não ter fim de tão extenso, mas como não estávamos com fome, beliscamos comidas típicas como Patacones e Arepa de chócolo. Um é feito de plátano (uma espécie de banana) e o outro feito de milho. Tudo muito bom.

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Havia uma banda se preparando para tocar mas não ficamos para ouvi-la. Como era segunda e cedo, tava bem vazio o restaurante. Mas dizem que forma fila e há necessidade de reservas aos finais de semana.
Para a terça, vôo para o próximo destino.

Para um próximo post, resumão de Cartagena. 😉


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Um domingo em Bogotá

Aos domingos algumas ruas são fechadas até as 14:00 para que ciclistas e esportistas possam também desfrutar do espaço para fazerem exercícios. Há muita gente de bike, patins, correndo e passeando com cães. O clima é ameno e propício para exercitar-se sem torrar ao sol.
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Para o passeio do dia, pegamos um táxi e fomos ao centro histórico, na candelária, e visitamos o museu do ouro, demos uma passada pela praça bolívar e também o museu do Botero que fica dentro da casa da moeda.

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Por ser domingo, a entrada no museu do ouro foi gratuita, nos outros dias é  pago mas não é nada muito caro.
As ruas estavam cheias. Muitos ambulantes e artistas de rua. Muito barulho também. Cada ambulante que tenha seu próprio som com uma gravação berrando o que está vendendo. Quem não tem o aparato usa o gogó mesmo e estabelece-se o caos. Rs.

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E vendem de tudo, frutas, artesanato, bolo, sucos, milho assado, banana frita, carne assada e por aí vai. Nada parece ter muita higiene mas as pessoas que compram em geral parecem não estar preocupadas. Nós arriscamos um milho assado pois afinal o fogo mata o que tiver de matar. Ou não.

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No museu Botero há inúmeras obras do artista desde quadros a esculturas. Segundo está lá escrito, o próprio foi quem doou as obras a Colômbia.

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De lá, resolvemos ir caminhando até a bilheteria do teleférico que leva ao monserrate. Antes tivéssemos ido de táxi.  Foi uma peregrinação subir ladeira acima sentindo falta de ar. Estamos numa altitude maior que a do Brasil e estranhamos um pouco. No caminho, mais ambulantes vendendo de tudo um pouco.

DSC_0043No teleférico pegamos uma bela de uma fila e havia muitos locais fazendo o passeio o que nos despertou a curiosidade para os costumes deles. A grande maioria se encontrava comendo algo que comprou nas barraquinhas e muitos carregavam uma garrafa grande de refrigerante embaixo do braço.
Ficamos na dúvida se haveria para nos opção de comprar algo para comer lá em cima. Já era tarde e não havíamos almoçado. Subimos mesmo assim. São 3 mil metros acima do nível do mar e uma vista privilegiada para a cidade de Bogotá que é bem grande por sinal.

DSC_0052Descobrimos que havia um restaurante para turistas lá em cima e foi lá mesmo que almoçamos. Boa comida, bom atendimento e uma bela vista.
Após o almoço, descemos pelo funicular que oferecia uma fila menor que o teleférico. Eles fazem caber o número máximo de pessoas para não perderem a viagem e vai-se um pouco espremido. Daí, em um determinado momento, atravessa-se um túnel e o pessoal grita no estilo parque de diversões. Chega a ser engraçado mas é bom estar de bom humor e disposto para fazer esse passeio num domingo. Melhor ir durante a semana, acreditamos que seja menos tumultuado.

DSC_0055Ao final do dia, fomos a casa de um amigo que não víamos há anos e conversamos bastante com colombianos que lá estavam. 🙂